domingo, 8 de abril de 2007

Tudo passa...

... Ontem passei a noite em claro chorando por algo que eu previa acontecer, por estar triste em ver que a maior parte do que aconteceu e acontece na minha vida é culpa minha. Chorei por estar com saudade, com tristeza, com medo de perder alguém. Chorei por desespero.

... Hoje também chorei, por quase os mesmo motivos mas não pela mesma pessoa. Chorei por me sentir sem ter como ajudar alguém, sem ter como entrar numa luta, que, de um modo ou de outro, é minha também. E o pior é que senti mais impotente quando não consegui desabafar com alguém.

... Sempre achei errado as mulheres que apanham do marido e não dão parte dele, mas agora entendo o que passa pela cabeça delas. Não apanhei de ninguém, mas a dor que senti quando presenciei uma determinada cena hoje a tarde deve ter sido no mínimo igual a que elas sentem quando apanham. Não é a dor física que importa, mas sim a emocional, o que fica dentro de nós, nos magoando cada vez mais. E o pior de tudo é que, mesmo sabendo que existem várias maneiras de ajudar o outro e auto ajudar-se, não conseguimos. Me senti tão impotente que quando estava sozinha chorei, mas assim que soube que teria mais alguém do meu lado, que não presenciou nada do que presenciei, engoli o choro e fiz como se nada tivesse acontecido.

... Isso mascara a raiva, a tristeza. Falar de coisas boas é bom, ver pessoas que gostamos em horas tristes também. Mas a dor da impotência que ainda sinto não é nada boa. Não sei se algum dia vou falar sobre o que presenciei hoje abertamente com alguém, mas que isso estará sempre dentro de mim, estará.

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